Palocci assina acordo de delação premiada com a PF e causa temor em Brasília

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Palocci assina acordo de delação premiada com a PF e causa temor em Brasília

26 de abril de 2018 Editor Picks Featured Política 0

Antônio Palocci ocupou cargos importantes desde a chegada do PT à presidência da república em 2003. Palocci foi ministro da fazenda no governo Lula e posteriormente foi ministro da casa civil no governo Dilma.

Palocci só saiu do ministério de Dilma após uma matéria jornalística da Folha de S.Paulo ter revelado que o seu patrimônio cresceu 20 vezes entre 2006 e 2010, o que foi considerado um escândalo na época. Palocci foi preso em setembro de 2016 por conta de delações premiadas que o incriminavam, além da planilha de propina da Odebrechet que continha valores ligados ao codinome “Italiano”, que segundo os investigadores e os delatores se tratava de Palocci.

Palocci foi preso em setembro de 2016

No começo o político negou que esse apelido se referia a ele, hoje já admite ser o italiano da Odebrechet e isso é só o início das revelações que o ex-ministro do PT pode trazer para a Lava Jato. Em informações divulgadas pelo jornal O GLOBO, afirma que Palocci fechou delação premiada hoje(26) com a PF e já prestou depoimentos para os investigadores, segundo O GLOBO “as revelações do ex-ministro devem dar um novo impulso à Lava Jato. As informações e os documentos fornecidos por ele seriam suficientes para abertura de novos inquéritos, operações e até mesmo prisões”.

Vale lembrar que no ano passado em depoimento para o juiz Sergio Moro, Antônio Palocci chegou a dizer que: “O dia que o senhor quiser, se o senhor tiver com a agenda muito ocupada, a pessoa que o senhor determinar, eu imediatamente, apresento todos esses fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser, certamente, do interesse da Lava Jato.”

Muito tem se falado na imprensa que essa delação pode prejudicar ainda mais o ex-presidente Lula, já que Palocci era um dos homens de confiança dele e sabe muito a respeito das relações escusas entre empreiteiras, estatais e políticos. Não só o ex-presidente pode ser prejudicado pelas novas informações, mas fala-se que juízes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e até do Supremo Tribunal Federal (STF) podem estar implicados nessa delação considerada bombástica. Para a deleção ser validada é necessário que ela seja homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

 

 

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